Ar paulistano


Ahhh nosso oxigênio de cada dia! Ou seria Dióxido de Enxofre, Monóxido de Carbono, Dióxido de Nitrogênio e afins??

Com tanta poluição essa visão cinza e embaçada virou rotina e céu sem estrelas um padrão. Ai que saudade das noites iluminadas pelas estrelas laaaaa no interiorrrr.
Fiquei feliz com a Lei Antifumo que deu um alívio para meus pulmões, pelo menos enquanto almoço, mas ainda continuo fumando óleo diesel direto da fonte.
(Av. do Estado – SP)

Site no ar!!


Agora é oficial: meu site está pronto.

Já estava na hora de divulgar meu trabalho de uma forma mais “profissa” e ampliar meus horizontes (bonito heim?!? rs).
Agora falta arrumar tempo para criar minha identidade visual. Afinal, como dizem “casa de ferreiro, espeto de pau”, só para criar o logo já foi um parto hehehe
Entrem, comentem, divulguem!!!

Bom de ver, apertar e morder!! rs

Adoro essa vida de tia (inclusive tia por consideração), e este ano chegarão muitos bebês cuti cuti para eu apertar e mimar muito.

Este pezinho da foto, que mais parece uma mini bisnaguinha só esperando a manteiga, pertence ao Guilherme, ou Gui, filho da Mi e do Rodrigo, que nasceu dia 03 de janeiro. Coisa tão linda e doce que nem reclamou do monte de clicks e flashs da tia corujona.
Ainda tenho outros “sobrinhos” a caminho, inclusive o verdadeiro (e sem aspas rs) que mal foi anunciado já está causando reboliço na escolha do nome. Isso porque ainda nem sabemos se é menino ou menina!! Pobrezinho, nem imagina a família doida (isso me inclue) que está se metendo rs

é….

A vida dá voltas gente e, no momento, (desculpem o trocadilho infame) preciso tomar cuidado para não ficar girando sem sair do lugar. Morro de medo de decisões precipitadas e no escuro, mas às vezes é inevitável.

Para quem não entendeu nada… nem eu! hehehehe
E para quem odeia assuntos vagos. Ok. Enjoy the picture! =)

Homenagem atrasada

O texto é um pouco longo e a homenagem um pouco atrasada (o dia do publicitário foi ontem, 01/02). Mas como eu gostei muito resolvi postar na íntegra, sem foto mesmo. Créditos para o redator Eduardo Cavalheiro (show de bola EDU!!!)

O Publicitário enquanto pessoa.

Publicitários são controversos como poucas espécies nesse mundo. Adoramos rituais. Pompas. Plumas, como bons pavões que somos. E como tudo na vida, existem os que acham isso uma grande estupidez.
Sempre haverão os puristas, os foscos, que se embotam mais e mais a cada comentário do tipo: que mundinho de fantasia esse da propaganda. Egos inflados, essa compulsão por prêmios. Um bando de artistas frustrados e vendedores de mentiras.
Na faculdade de comunicação era comum sentir a indiferença da turma do jornalismo sobre mim e meus colegas de sala. Quase sempre se referiam a nós como “os manipuladores”, “os maconheiros de Hugo Boss”, ou ainda pior, os “filhotes de Roberto Justus”. Senti na pele o peso de comentários e insinuações do tipo: Ah, você só podia ser publicitário, ou então: Hum, mas é um marketeiro mesmo né! Demorei pra digerir essa percepção do mundo sobre nós, pois ela nunca fez sentido pra mim. Poucas coisas me incomodam tanto como a relação entre publicidade e desonestidade.
O fato é que ninguém escolhe ser publicitário para ser lembrado como um Marcos Valério ou Duda Mendonça. Fato é que ninguém escolhe ser publicitário e sobrevive neste ofício se não for talhado pra esse negócio. A maior parte dos bons publicitários que conheço foram atraídos para a propaganda. Não se trata uma escolha de vida. É condição. É meio.
Gostamos do belo e do exótico. Mesmo nos primórdios, por trás de um engravatado David Ogilvy, havia um adolescente curioso e colorido, que agia sempre de maneira surpreendente.
Até hoje isso não mudou. Ser publicitário continua sendo uma das melhores maneiras de se manter adolescente. Os jovens tem por natureza o desejo pelo novo, pelo melhor, pela diferenciação, o hedonismo, o culto à estética, o apetite por cada quadro de suas vidas. Por isso é natural ver um Mauro Salles ou um Sir Neil French trabalhando a todo tesão com mais de 70 anos de idade.
Em cada anúncio, filme ou folhetinho, provamos que o ser humano é movido pelos sentidos, e pelo desejo. Temos o poder de transformar sabão em pó num aconchegante abraço de um ursinho de pelúcia, pizza com Guaraná em ode ao prazer, margarina em ritual familiar. Além de nós, só as crianças tem esse poder, de transformar um cabo de vassoura numa espada laser espacial.
Não há dúvidas de que esse é ofício da imaginação, da intuição e da gana. Por isso Olavo Bilac, Warhol, Fernando Meirelles e Ridley Scott foram tão felizes em propaganda.
Por isso, se você é um dos poucos que são vocacionados para essa coisa, lembre-se hoje: você tem o poder. Jamais sofrerá da segurança que um engenheiro aos 50 anos de idade tem sobre o seu futuro. Você será sempre meio beatnik, meio angustiado, meio perdido, aflito, em busca da solução da próxima campanha.
Te desejo com força toda inquietude e perdição que você possa ter sendo publicitário. E que isso te recompense de alguma forma, por mais estranho que possa parecer. Enquanto houver questionamentos, desejo, aspirações, culto aos sonhos, o mundo se sentirá ávido por viver em busca de algum sentido.
Independente dos prêmios, do sucesso (seja lá o que isso quer dizer), não tenha medo dos esteriótipos. Ame suas camisas floridas, seu gosto excêntrico, seu lado perua consumista. Isso é parte de nossa natureza. Felline não teria dado ao mundo mulheres tão amadas se não fosse um tarado por natureza. Van Gogh não teria sido tão iconoclasta se fosse um sujeito são. Assuma a relação de causa efeito. Orgulhe-se de suas esquisitices e supostas imoralidades.
Desejo mais. Desejo que você siga servindo à vontade inata do ser humano em possuir o melhor e se diferenciar do outro, assim como o médico se serve do doente, o padeiro de quem tem fome, o advogado do criminoso injustiçado. E que encontre nisso uma maneira única de saciar o seu lado adolescente.
Viva as pompas. Viva as Plumas. Viva o ego. Sinta-se mais orgulhoso de si no dia de hoje. Feliz dia do Publicitário.