Dia 208

12.31_5meses-22

É aquela velha história, a gente erra tentado acertar, e não existe mãe perfeita, nem na ficção. Mas o problema é que, às vezes, a gente erra feio. Erra rude. Nessas horas nenhuma palavra de consolo, consola. Principalmente quando vem aquele olharzinho na sua direção e você consegue ouvi-la dizer “Poxa mamãe”.

Com o tempo eu percebi que não existe técnica infalível, nem verdades absolutas quando o assunto é o seu filho. Inclusive eu paguei a língua várias vezes, depois que a Malu nasceu. Percebi também que a culpa apenas muda de forma e lugar, mas nunca vai embora. E exemplos não faltam:

• Eu já queimei a boca da Malu com a papinha. Eu tinha testado na pele e estava ok. Mas acho que faltou misturar bem com o fundo do prato… não esqueço a cara de desespero dela, sem entender a dor 😦

• Eu já deixei a Malu sozinha na sala, por alguns segundos – ficou sentada no tapete de E.V.A e tirei de perto tudo o que poderia machucar – mas foi o suficiente para ela se jogar de testa no rack e chorar como se não houvesse amanhã.

•  Eu já me distrai no celular e esqueci de pular a parte do desenho que ela morre de medo. E ainda demorei para perceber que o choro não era apenas porque não queria mais ficar lá. Era de medo mesmo. Oo

• O que me remete a outra culpa: eu deixo a Malu assistir desenhos. Eu tinha prometido para mim mesma que não teria uma filha viciada em desenhos maaaaaaaaaas, quando acaba a criatividade e sobra energia, o Pocoyo vem bem a calhar.

• Eu já desejei voltar para o emprego de carteira assinada, e deixá-la na escolinha, para me livrar da rotina maluca de mãe-em-tempo-integral-fotografa-quando-da-tempo. (Que fique claro que não estou julgando as mães que precisam ou querem continuar nos seus empregos. A minha culpa era de querer voltar a trabalhar PARA deixar na escolhinha. E não o inverso). Mas passou rs

• Eu já dei uma dura nela, como se falasse com uma criança de 3 anos. Depois da cara de UÉ eu voltei para a realidade e a enchi de beijos. Espero que tenha me perdoado rs

• Eu já fingi que ia levantar para acudir um choro, mas bem devagar, esperando que o pai tomasse a iniciativa (sorry marido! kkkk)

• Eu já me distrai (muito) com o facebook. Em uma das vezes eu estava sentada no chão e ela pulando na minha barriga… quando percebi, puff pranchou no tapetinho de E.V.A.

Este post, provavelmente, terá atualizações, porque com certeza lembrarei de outras gafes maternas. Enquanto isso, vou ali chorar no banho rs